Japão x China no Brasil

Japão x China no Brasil

5 de maio de 2018 Blog 0

Todos os dias procuro aprender alguma coisa nova. A novidade de hoje é que descobri que os imigrantes chineses chegaram aqui no Brasil em 1812, com duzentos (ou quatrocentos?) chineses trazidos de Macau pelo dom João IV, para cultivar chá no Rio de Janeiro.

Ou seja, estamos em 2018 e eles estão aqui nesse País há 206 anos. Então porquê será que as pessoas em geral não sabem disso? Estranhei, pois eu leio muito, e esse fato me surpreendeu bastante. 
Não imaginava que os chineses chegaram no Brasil quase 1 século antes dos japoneses! E qual seria o motivo para que os brasileiros em geral não conheçam essa história? Alguma explicação deve existir! Será que falta uma mobilização da comunidade chinesa?
Somos muito gratos e abençoados, enquanto nikkeis, pelo imenso carinho e respeito que os brasileiros tem pelo Japão e pelos japoneses e seus descendentes. 
Na verdade, em alguns casos sinto que a admiração é até exagerada, pois o Japão não é um país perfeito (afinal não existe perfeição). E mesmo aqui no Brasil, conheço nikkeis que são desonestos, não estudam e não se esforçam. Não correspondemos a um grupo ideal e a um padrão de conduta irrepreensível. Assim como existem pessoas boas, existem as ruins.
Mas em geral, predomina o conceito muito bom do brasileiro em relação aos japoneses. E sentimos-nos muito privilegiados com essa visão positiva sobre o Japão. De qualquer forma, queria mesmo entender: para algo ou alguém ser considerado “melhor”, outra coisa ou outra pessoa deve ser considerada “pior”? 
O nosso cérebro prega muitas peças inconscientes. E essa criação de dicotomia, de bandido x mocinho, é uma das mais perniciosas armadilhas da mente humana. Sinto que os brasileiros valorizam mais o Japão do que a China. Eu pessoalmente me interesso pela cultura chinesa, tanto que fiz mandarim e preciso voltar. Gostaria que a sociedade em geral tivesse consciência de que enquanto comunidade nikkei, trabalhamos sim pelo desenvolvimento das entidades e desenvolvimento comunitário. Mas não somos uma comunidade ideal e perfeita. Até porque nao existe a perfeição. 

 

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