Caindo e aprendendo

Caindo e aprendendo

19 de janeiro de 2018 Blog 0
Caí feio na rua esses dias, pertinho da minha casa, e meu joelho ficou todo esfolado, em carne viva. Agora está cicatrizando, mas ainda está muito feio! Já caí anteriormente, mas não lembro de ter me machucado tanto assim. Eu bati o joelho, o braço, a cabeça, sei lá mais o quê, fiquei toda roxa e dolorida, além de assustada com minha falta de equilíbrio.

Eu fui falar com o médico que estava com algum problema. Devia ser um problema no meu pé, ou no sapato (que joguei fora aliás), ou no meu cérebro. Porque não é possível uma pessoa cair tanto assim na rua! E ele veio com a voz mais calma do mundo e falou: “você não tem culpa, o problema não é com você, é com a rua”. E que eu não devia ter jogado fora meu sapato hahahahah.
O médico explicou que toda semana, aparecem no Enkyo muitas pessoas, especialmente velhinhos, que ficam esfolados caindo nas ruas da Liberdade. Eles chegam todos machucados, alguns precisam levar pontos, tem gente que morre por causa disso! 30% dos idosos caem por ano, no Brasil. E deve ser assim em todos os centros médicos, pois ao contrário do Japao, aqui não existe um trabalho de prevenção de quedas!
Repare na calçada da sua rua. É toda esburacada, cheia de desníveis. Coitadas das pessoas com deficiência, porque se a gente sofre, imagina quem não enxerga ou está de cadeira de rodas! A rotina externa torna-se basicamente impraticável! Eu não sei explicar o motivo pelo qual o Brasil funciona desse jeito, mas realmente, não existe o senso de civilidade e respeito ao outro. Eu caí num ponto que fica entre uma loja e outra, exatamente no meio. De quem é a responsabilidade de manter a calçada? Será que mais pessoas estão se machucando?

Depois do tombo, estou passando remédios e aplicando o que o médico me disse: andar mais devagar, com passos menores e mais calmos. Porque eu costumo andar bem rápido, pensando em um monte de coisa, e acabo distraída, pisando nesses buracos horrorosos. Então é uma boa dica, até pra vida. Andar com passos menores e mais seguros. Para tentar não cair de novo! Até porque na cultura japonesa tem um ditado: cair sete vezes, levantar oito! Entao sigamos levantando sempre! 

 

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