A força do amor e da compaixão

A força do amor e da compaixão

11 de abril de 2020 Blog 0

Hoje, depois de algumas semanas de isolamento social, resolvi cuidar um pouco de mim, e pra passar uns minutinhos, liguei a tv. E por acaso, estava passando a explicação do jornalista do Telecine minutos antes do próximo filme começar. Ele estava falando do Ben Hur de 2016, filme que normalmente eu não assistiria. Ele disse que a versão do Charlton Herston de 1959 era baseada na vingança. Mas que essa nova versão era baseada no perdão, no amor, e que o diretor se inspirou em Nelson Mandela, que perdoou todos que colocaram ele na prisão por 27 anos.

Ahhhhh, falou em Nelson Mandela, já me interessei!! Então fui assistir o filme. Assisti um pouquinho, fui tomar banho e acabei perdendo o lugar na TV (minha batian tem prioridade aqui em casa). Dica: tem no Netflix (recomendo). Então assisti o restante. A história é muito bonita. O judeu Judá Ben Hur tem o irmão adotado, Messala Severus, que é romano e vai para o exército. Quando ele volta como general, acaba que o Messala manda prender o irmão e matar toda a familia. Daí o Judá é mandado pras galés como escravo, a mae e a irmã são mandadas pra morte…e enfim, é uma historia bonita e ainda tem o Morgan Freeman.

O que mais me impressionou e me emocionou bastante foi o Rodrigo Santoro, que é Jesus. Nessa cena acima, o Judá está sendo expulso de Jerusalém. A Esther, que é esposa dele, tenta dar agua e o soldado não deixa. Jesus aparece e pra mim, que não sou muito religiosa, esse é Jesus. Com um olhar, com a humanidade, com a força do amor, o soldado fica simplesmente paralisado, sem reação. Que ser humano incrivel é esse, que consegue mover as pessoas com apenas um olhar? Esse é Jesus, o homem mais inteligente da historia, nos vários livros do Augusto Cury que eu já li. E isso é tão bonito! É essa luz e essa energia que quero inspirar nesse mundo.

Outro momento muito emocionante é no final, na crucificação de Jesus, desafio qualquer pessoa a não chorar nessa hora (estou chorando agora só de lembrar haha). O Ben Hur acompanha o sofrimento de Jesus, tenta defendê-lo, Jesus diz que não precisa, que ele escolheu esse caminho. E quando tudo acaba, Ben Hur entende a palavra de Jesus e se transforma, perdoando Messala, perdoando todos e mudando a vida dele com esse poder do amor.

Normalmente eu sou uma pessoa cética, não gosto de filmes de religião em geral. Mas esse filme me surpreendeu e acabei aprendendo que foi escrito em Lew Wallace em 1880. Wallace foi escritor, militar, advogado e diplomata dos Estados Unidos, serviu em guerras, foi injustiçado (esse periodo da vida dele pode ter inspirado o Ben Hur), mandou prender o Billy the Kid quando era governador do Novo México e resolveu escrever esse livro depois de conversar com um amigo dele, que sugeriu escrever sobre a Biblia. Daí ele escreveu, lançou o livro e foi ser diplomata na Turquia. E quando ele voltou pro EUA, estava RICO de tanto que o livro vendeu!! E olha que coisa bonita né, apesar do livro não ser biblico, ele mostra quem foi Jesus de verdade. Pelo menos pra mim, esse foi um ensinamento que me tocou hoje. Abaixo, o clipe do Telecine que me chamou a atenção (note que a foto do ator está errada, é outro filme hahaha, mas tudo bem). Beijos!

 

 

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